abril 26th, 2018 M77, O SEGREDO DA CHAVE QUE ABRE PORTAS

A ficção já criou várias possibilidades com as quais a maioria de nós um dia já sonhou. “Abre-te Sésamo”, lembra? Bastava Ali-Babá pronunciar as palavras mágicas e a porta do esconderijo dos quarenta ladrões se abria. Outro tipo de chave era a lâmpada mágica, era só um sortudo encontrar, esfregar e pronto, um gênio aparecia dando direito a três desejos humanamente impossíveis. De forma mais sofisticada, Tolkien nos legou uma obra profunda com a saga “O Senhor dos Anéis”, onde a busca, a cobiça, a disputa, as guerras, os desejos, enfim, toda a fixação de povos e culturas estava voltada para o anel, afinal, seu possuidor passava a ter uma chave para a realização de impossíveis, controlando um poder ironicamente incontrolável.

Queremos uma chave que abra as portas que não conseguimos abrir. Existem situações simples que todos nós já precisamos de tal chave. São aquelas quando se chega de viagem em casa e se descobre que a chave foi esquecida a 300 quilômetros, ou quando perde-se a chave do carro. Aí, o que fazemos? Chamamos um chaveiro, ele vem, abre e resolve nosso problema. Mas tais situações, embora chatas e por vezes irritantes, não passam disso.

Existem outras portas, no entanto, que simplesmente colocaram nelas placas de “Impossível de abrir”, “Entrada proibida”, “Fim da linha”.  São avisos intimidadores e aniquiladores da fé. Você até consegue fazer o trajeto planejado nos seus sonhos e metas, “é lá que eu quero chegar”, então você caminha enfrentando sol e chuva, calor e frio, até que chega de frente com as mais variadas portas e suas placas destruidoras de sonhos, são portas que se colocam como barreiras intransponíveis.

Em Cristo temos a chave que o imaginário popular apenas sonha. Seu segredo é acessado em M77 (Mateus 7:7) e, para que portas se abram, três verbos precisam estar presentes na dinâmica da vida: pedir, procurar e bater. Jesus viveu numa comunidade que orava. Ele cultivou a oração. Ele separava tempo de qualidade para falar com o Pai. A síntese de Mateus 7:7 aponta para a oração perseverante, orações que mesmo frente ao impossível continuam crendo no Deus do impossível.

Um detalhe aqui é fundamental a fim de que não nos decepcionemos com o segredo contido em M77. Oramos ao único e suficiente Deus. Jamais o confunda com os deuses gregos, por exemplo. A deusa da alvorada, Aurora, contraiu uma grande paixão por Teotônio, que era um mortal. Foi então que Zeus, o rei de todos os demais deuses, deu-lhe a oportunidade de receber o dom que ela quisesse para o seu amante mortal. A escolha de Aurora foi a mesma que povoa as juras de amor entre os namorados, ela pediu que a vida eterna fosse o dom para Teotônio, porém ela se esqueceu de pedir igualmente a juventude eterna. Assim, Teotônio a cada ano envelhecia sem jamais morrer, fazendo com que o dom que tinha ganhado se tornasse a sua pior maldição.

Ou seja, quando oramos ao Pai, pedindo, procurando e batendo, estamos orando ao único Deus do universo que abre qualquer porta que bem entender. Oramos ao Deus que definiu enfaticamente: as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja. Oramos ao Deus que quando abre força alguma fecha e, quando fecha, igualmente força alguma abre. O que isso quer dizer? Deus sempre responde, isso mesmo, SEMPRE! Porém sempre responde em seus próprios termos. E os seus termos sempre focarão nosso bem e o que de fato é melhor para nossa vida.

Mateus 7:7 também foi escrito para nós. Os três verbos ali expressados devem refletir nossa confiança e perseverança. Enfim, vamos a Deus por aquilo que Ele é, confiantes que aquilo que Ele vai fazer e como vai responder dependerá da soberania e perfeita vontade dEle. Enfim, ao orarmos a Deus receberemos muitas surpresas, viveremos muitas expectativas, mas certamente não receberemos dons para propósitos equivocados, como Teotônio. O segredo? Perseverança junto a Cristo. A porta? Fique tranquilo, Ele sabe qual abrir e qual fechar.

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