fevereiro 22nd, 2018

21.02.18, manhã de uma quarta feira na Carolina do Norte, em casa, aos 99 anos, findava-se aqui nesta terra uma das mais belas biografias escritas entre os cristãos, findou-se a vida de Billy Grahan. Confidente e conselheiro de presidentes. Pregador que falou para mais de 200 milhões de pessoas ao vivo durante décadas de trabalho incansável, e certamente falou a bilhares através de livros, vídeos, transmissões via rádio, tv e internet. Contar sua história de vida exige bem mais que o espaço de um texto como esse, exige milhares de páginas para conter os eventos que marcaram sua trajetória.

Enquanto aqueles que o acompanharam e o respeitam e admiram pelo evangelista que foi e por seus grandes feitos, quero destacar duas faces, mais comuns, mais humanas. Faces que o tornam especial não por ser diferente, mas por ser igual a qualquer anônimo que transita pelo reino. Faces que fazem dele um homem simples, humilde e tão humano como nós.

A primeira e mais destacada, a face do amor. Leia seus textos, procure e ouça seus sermões, nada de rebuscamento, nada de tentar ser o que não é, nada de querer impressionar tentando exibir profundidades através de revelações mirabolantes e exclusivas. Nada disso, apenas a pureza simples, bela e singela do evangelho. Apenas a força, o poder e a grandeza do evangelho. Apenas a fúria, a paixão e a magnitude do amor contido no evangelho. Como exemplo cito uma de suas frases: “Deus provou o seu amor na cruz. Quando Cristo pendurado, ali sangrou, ali morreu, foi Deus dizendo: Eu te amo!”

“Eu te amo” pode ter virado clichê de filmes, séries e novelas. “Eu te amo” pode ter virado cantada barata, chaveco repetido em bares, boates e baladas. Mas “Eu te amo” na dimensão do amor ágape demonstrado e derramado na cruz continua impactando e transformando vidas no mundo inteiro entre todos os povos e nações. Esta é uma pequena parte da face do amor tão presente na vida e ministério de Billy Grahan.

Agora a face do humor. Um homem na posição, importância, referência e envergadura de Billy Grahan não poderia perder tempo com gracinhas, criticam alguns. Mas convenhamos que é bem difícil viver 99 anos sem a graça que o humor inteligente dá como tempero para se viver bem. Precisamos sorrir, até nos mais duros sofrimentos, precisamos encontrar espaço para sorrir. Precisamos saber rir de nós mesmos. Precisamos também levar riso aos outros. Popularmente sempre se disse que “rir é o melhor remédio”, e em muitos casos, é mesmo.

Como exemplo de seu humor, de sua capacidade de fazer comparações pertinentes e bem afiadas e com um fino toque de humor, separei a seguinte frase: “Um verdadeiro cristão é uma pessoa que pode dar o seu papagaio de estimação para os fofoqueiros da cidade!” Não é sensacional? Papagaios, você sabe, apenas imitam palavras, frases e sons que ouvem. Isso eu chamo de humor inteligente, além de fazer rir ainda provoca uma reflexão: Caso tivéssemos um papagaio a nos imitar, poderíamos tranquilamente doá-lo aos fofoqueiros da cidade?!?

Descanse em paz Billy, com humor e muito amor, se o Pai quiser, naquele dia tão aguardado nos encontraremos. Quanto a nós, que permaneçamos fiéis e praticantes da mesma fé durante o turno que nos foi confiado, aquela fé que uma vez nos foi dada naquela cruz que continua gritando: Eu te amo!

 

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